| Doenças da glândula tiróide na gravidez |
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Os problemas tiróideos são frequentes durante a gravidez. Os elevados níveis de hormona tiróidea durante a gestação costumam ser causados por uma doença de Graves ou por uma tiroidite. A doença de Graves é provocada por anticorpos que estimulam a tiróide a produzir uma quantidade excessiva de hormona tiróidea.
Estes anticorpos podem atravessar a placenta e aumentar a actividade da tiróide no feto, provocando um aumento de batimentos por minuto e um atraso no seu crescimento. Em certos casos, a doença de Graves produz anticorpos que bloqueiam a produção de hormona tiróidea. Estes anticorpos podem atravessar a placenta e evitar que a tiróide fetal produza quantidades apropriadas de hormona tiróidea (hipotiroidismo), o que pode causar uma forma de atraso mental denominada cretinismo. O tratamento da doença de Graves pode ser muito diverso. Em geral, a mulher toma a menor dose possível de propiltiouracilo. É necessário um controlo cuidadoso da mãe, porque este fármaco atravessa a placenta e pode alterar a produção de quantidades adequadas de hormona tiróidea no feto. Frequentemente, a doença de Graves melhora durante os 3 últimos meses de gravidez, pelo que a dose de propiltiouracilo pode ser reduzida ou até suspensa. Outra opção é extirpar a glândula tiróide da mãe (tiroidectomia) durante o segundo trimestre (entre o 4.° e o 6.° mês de gravidez). A mulher deve começar a tomar hormona tiróidea 24 horas depois da intervenção cirúrgica e continuar a tomá-la durante o resto da sua vida. Esta hormona simplesmente substitui a hormona que a tiróide produz em condições normais e, consequentemente, não provoca problemas no feto. A tiroidite, uma inflamação da tiróide, produz um inchaço doloroso na parte anterior do pescoço. Durante a gravidez, um aumento transitório nos níveis da hormona tiróidea provoca sintomas também transitórios que habitualmente desaparecem sem necessidade de tratamento. Nas primeiras semanas depois do parto, pode desenvolver-se de forma súbita uma variedade indolor de tiroidite, com um aumento na produção de hormona tiróidea, durante um determinado período. Esta perturbação pode persistir ou piorar, por vezes com crises breves e recorrentes de aumento na produção desta hormona. As duas causas mais frequentes para a produção de baixos níveis de hormona tiróidea durante a gravidez são a tiroidite de Hashimoto causada por anticorpos que bloqueiam a produção de hormona tiróidea, e o tratamento prévio para a doença de Graves. Muitas vezes, a tiroidite de Hashimoto adopta formas menos graves durante a gestação. Uma mulher que tenha baixos níveis de hormona tiróidea deve fazer um tratamento substitutivo com comprimidos desta hormona. Ao fim de várias semanas, fazem-se análises ao sangue para medir os níveis e ajustar a dose, se for necessário. À medida que a gravidez avança, pode ter de se fazer pequenos ajustes na dose. Em 4 % a 7 % das mulheres, a tiróide funciona mal durante os seis primeiros meses depois do parto. Todas aquelas que tenham uma história familiar de doença da tiróide, de diabetes, ou de um problema tiróideo preexistente, como uma tiróide de tamanho maior que o normal (bócio) ou uma tiroidite de Hashimoto, têm uma maior susceptibilidade. Os níveis baixos ou altos de hormona tiróidea depois da gravidez costumam ser passageiros, mas podem precisar de tratamento. Fonte: http://www.manualmerck.net
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